Todos temos várias
identidades, umas decorrentes de outras, e outras determinadas por certas
condições sociais e ou econômicas; todas, porém, na
verdade, convergindo para uma única, o que na realidade somos.
Assim, nossa identidade
química é representada por nosso DNA, que por sua vez condiciona a identidade
dactiloscópica e a identidade da íris, dentre outras geneticamente
determinadas. Já nossa identidade civil, o RG, e a identidade fiscal, o CPF,
decorrem do nosso nome, pelo simples fato de termos nascido e sermos possuidores
de uma Certidão de Nascimento atestando-o.
Contudo o entrecruzamento de
condições e circunstâncias do dia a dia, vão contribuindo para a construção de
nossa personalidade psicossocial, nosso caráter, nossa reputação, entre outras
condições; muitas delas totalmente alheias a nossa predisposição genética, e que
vão moldando nossa identidade cidadã, ou seja, quem na verdade somos no meio da
multidão, nos cenários político e econômico, bem como nossa condição individual
neste “teatro de operações” que é a guerra diária dos mais variados interesses,
individuais, profissionais, partidários e etc.
Saber quem sou do ponto de
vista genético, civil ou fiscal é fácil. Quanto a primeira condição bastam
exames laboratoriais e terei uma absoluta certeza quanto ao resultado. Quanto a
segunda e terceira condição – RG e CPF – a autenticidade dos documentos, a
partir da Certidão de Nascimento, também não deixarão dúvidas.
O grande problema é o Eu
cidadão, minha identidade social, quem sou “na ordem do dia”. O quem “Sou” deve
determinar meu pensamento e minhas ações, conduzir meus interesses e orientar
minhas decisões, para que eu possa, simplesmente pensar e agir pelo próprio
pensamento, segundo a razão, a essência do meu Ser.
Identidade Social, é aqui
que reside o grande problema, não há qualquer tipo de exame laboratorial que
“diga” quem o sujeito é “na ordem do dia”. O único exame possível é o de
consciência. O que remete a um outro problema; como por exemplo, um sujeito de
uma condição “pensar com a cabeça de
outro”. O que não é tão problema, quando se tem plena consciência de tal
condição. Problema é quando se age ou se externa uma ideia, gestadas em
outra(s) mente(s) de princípios e ideologias que vão de encontro aos seus reais
anseios, interesses e necessidades.
Uma possível solução para
tal conflito é a leitura. Localizar-se no tempo e no espaço, pode não parecer,
mas necessita muita leitura. Para que não paire dúvidas sobre quem se É “na
ordem do dia” é recomendável, além da leitura e informação, o conhecimento do significado
de alguns conceitos em Sociologia, tais como Ação Social, Coerção Social,
Comunidade, Conflito Social, Consenso, Controle Social, Divisão Social do
Trabalho, Grupo Social, entre outros, presentes em qualquer livro de Sociologia
e em alguns livros de História.
Não há problema algum pertencer à uma classe e
pensar como sendo de outra, pode simplesmente significar aspirar ascende-la.
Problema é quando não há esta hipótese, e, sequer condições materiais para tal.
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