Toda vez que a imprensa
noticia que ocorreu um “aumento na expectativa de vida”, a Lei 9.876 de 1999
que criou o “Fator Previdenciário” aplica a Tabela
de Expectativas de Sobrevida e Fator Previdenciário 2000-2015, que faz com
que o trabalhador tenha de prolongar seu labor por mais algum tempo. De acordo
com as última projeções (dezembro de 2014) o tempo a mais de labor varia de 79
a 90 dias conforme cada caso, que considera idade e tempo de contribuição.
Ocorre que não há, nunca
houve e talvez nunca haja aumento na expectativa de vida, a não ser que ocorra
uma mutação genética em todos os indivíduos de nossa espécie com alteração tal
que permita realmente vivermos mais.
Todas as espécies de todos
os Reinos da Natureza, tem todas as suas características
morfofisiológicas, determinadas geneticamente, inclusive seu ciclo vital. A espécie
humana, considerando o potencial de funcionamento de cada órgão isoladamente
tem um potencial vital de cerca de 150 anos. Como todos os órgãos funcionam em
sistema integrado esse potencial cai para cerca de 120 anos. Como nós somos
produto daquilo que respiramos, bebemos e comemos, bem como do que fazemos ou
deixamos de fazer, esse potencial vital cai para cerca de 80 anos.
Ocorre que para o cálculo
previdenciário o INSS dá ao caso tratamento estatístico de média ponderada. E na
média ponderada sabemos que muitas das vezes ela não representa a realidade,
contendo distorções. Por exemplo se entre dez pessoas, duas comem três quilos
de carne por mês, três comem dois quilos de carne por mês, duas comem um quilo
de carne por mês e três nada comem de carne durante o mês. Assim, temos que dez
pessoas comem quatorze quilos de carne por mês, o que da a média de um quilo e
quatrocentos gramas por pessoa por mês, o que seria bom se todos comessem.
Assim é com a tal da
expectativa de vida. Ela não está aumentando, não se vive mais, na verdade está
morrendo-se menos cedo. Não raramente temos notícia de pessoas completando um
século de vida, o que está dentro do padrão genético da espécie. O problema é a
sua condição física e intelectual.
Sobre o falso aumento na
expectativa de vida, imagine a seguinte situação: numa pequena cidade nasceram 1.000
habitantes; 500 vivem até aos 80 anos; 200 vivem até aos 60 e 300 morrem, devido
a condições miseráveis, antes de completar um ano de vida. No caso a
expectativa de vida é de 52 anos (500x80+200x60+300x0=52.000÷1.000=52).
Se um governante implantar
um programa de acompanhamento destas gestantes, que vivem em condições de
miserabilidade, e conseguirem que seus filhos não mais morram antes de
completar o primeiro ano de vida e isto vá acontecer por volta dos 20 anos de
idade, por conta da violência, por exemplo, ocorrerá um aumento na expectativa
de vida desta cidade que passará de 52 para 58 anos.
Então, não fica difícil
aceitar que a expectativa de vida não aumenta, simplesmente o que ocorre é que
mais morrem menos cedo. As demais continuarão com seu ciclo vital dentro do
padrão da espécie, e cuidando da saúde poderão chegar a um século de vida. O problema
será a capacidade física e intelectual que decaem com o tempo.
Boa explicação! Já tinha visto um vídeo de um médico explicando, mas sua explicação é mais completa. Parabéns!
ResponderExcluirOlá, obrigado. Agora com a possível reforma da Previdência o assunto merecia uma maior discussão. Estou finalizando outro texto com o mesmo assunto, postarei amanhã.
ExcluirAUMENTOU A EXPECTATIVA DE VIDA, VERDADE OU MENTIRA?
ResponderExcluirEstamos no auge da era da informática, consequentemente da era da informação. É um absurdo que concordemos com mentiras seja em quaisquer área da vida. Juntamente com essa modernização, vieram vários fatores que impactaram a humanidade de um modo geral, principalmente no Brasil:
Obesidade – consequência da alimentação industrializada e falta de exercícios.
Excesso de hormônios na carne
Agrotóxicos x aumento de pragas nas lavouras
Aumento do custo de vida
Aparecimento de novas doenças como a Chikungunya, Zika e agora a Febre de Mayaro .
Aumento de casos de Dengue e Febre Amarela
Aumento de incidências de Câncer, Diabetes, Pressão Alta, Infartos, Derrames e outras doenças degenerativas
Doenças Sexualmente transmissíveis como a AIDS e Hepatite B e C.
Aumento de casos de óbito por motivo de doenças acima ou :
Acidentes de moto (devido ao aumento do combustível, aumentou consideravelmente a frota deste tipo de veículo),
Acidentes automobilístico (o uso indevido de celulares aumentou os acidentes)
Aumento da Criminalidade – mais pessoas morrem por assassinato no Brasil
Aumento da poluição
Aquecimento Global
Precariedade nos hospitais públicos – (chega a faltar médicos equipamentos e materiais de enfermagem)
Superlotação nos hospitais públicos
desemprego
Saneamento básico – a maioria das cidades brasileiras não possuem rede de esgotos
Acidentes aéreos – Apesar de termos um dos melhores sistemas bancários do mundo, nosso controle aéreo parece que não é bem operado ou talvez não possuem equipamentos adequados.
Impostos Excessivos – Trabalhamos quase metade do ano só para paga-los, isso é de morrer! Somado com a corrupção, é a causa de quase todos os problemas acima que deveriam ter sido resolvidos com nossos impostos pagos! Isso sem contar dos rombos na previdência que vem acontecendo por décadas e não foi reposto pelo governo!
Percebeu que você foi em mais velórios em 2015 do que em 2014? e houveram mais conhecidos falecidos em 2016 do que em 2015? e que a maioria morreram antes da “expectativa de vida” que tanto é divulgada pelo governo?
Resultado: Aumentou a “expectativa”, ou seja, espera-se viver mais, mas a realidade é de morte!
Anderson Figueiredo
Nunca acreditei,na expectativa de vida que virou propaganda do governo.IBGE e IPEA são verdadeiras fábricas de mentiras para prejudicar a população.
ResponderExcluirBoa noite a todos, cansei de procurar no ibge tabela de pessoas mortas por faixa etaria , considero que estamos sendo iludidos de todas as formas , vc e o que come, que respira e nao comemos e respiramos bem, fraude pura.
ResponderExcluir