Hoje o assunto é esporte, mais precisamente futebol. Na
onda da indignação, com a política e os políticos, que tomou conta do país, é
possível transferir parte desta indignação para o futebol; afinal, creio não
ser possível imaginar que uma pessoa tenha para cada momento da vida em
sociedade um caráter determinado.
Assim, quem é, por exemplo, corrupto na política o é no
futebol e em qualquer situação e em qualquer momento de sua vida em sociedade;
é uma questão de oportunidade. Da mesma forma em relação a hipocrisia; quem é,
o será, qualquer que seja a situação.
No paralelo entre futebol e política, não parece ser
tarefa fácil dissociar o comportamento – tanto em relação ao que se fala quanto
ao que se faz – do caráter das pessoas – ou mesmo da reputação de instituições –
assim corre-se o risco de, na forma mais bisonha e/ou hipócrita possível “manchar”
uma reputação – quando se a tem – ou mesmo colocar em risco o caráter que se
julga ter.
Ao dizer tudo isto, antes de concluir justificando a
introdução, quero pedir licença ao ilustre tricolor, o saudoso Nelson Rodrigues, para parafrasear sua
expressão “idiotas da objetividade” e cunhar o “idiotas da mediocridade”. Exemplifico:
sábado 21/03/15, o Madureira vence seu jogo e assume a liderança do campeonato
carioca com o Vasco da Gama em segundo lugar, que no domingo jogaria encerrando
a rodada.
Vasca da Gama em segundo lugar na tabela de classificação;
pronto! Está aí a receita para a mais pura manifestação da “idiotia da
mediocridade”. Começa aquela lenga lenga de vice, vice e mais vice.
Para o padrão de humor rubro-negro parece algo razoável,
tão “legal” que talvez, por si só, já seja o suficiente para alavancar
a venda de jornal. Quanta mediocridade nesta idiotice? Comprar jornal por causa da "zoação" do vice. Ótimo para quem vende, bom para quem compra, não é? Afinal, é só esperar
por um vascaíno para mostrar o jornal e ficar tal qual um papagaio idiota repetindo
o que a idiota flapress mentirosa e tendenciosamente repete.
Não existe neutralidade. Ser omisso não é ser neutro, é ser covarde. Dizer-se neutro não é omissão é igualmente covardia.
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