segunda-feira, 23 de março de 2015

A Idiotia da Mediocridade


Hoje o assunto é esporte, mais precisamente futebol. Na onda da indignação, com a política e os políticos, que tomou conta do país, é possível transferir parte desta indignação para o futebol; afinal, creio não ser possível imaginar que uma pessoa tenha para cada momento da vida em sociedade um caráter determinado.

Assim, quem é, por exemplo, corrupto na política o é no futebol e em qualquer situação e em qualquer momento de sua vida em sociedade; é uma questão de oportunidade. Da mesma forma em relação a hipocrisia; quem é, o será, qualquer que seja a situação.
No paralelo entre futebol e política, não parece ser tarefa fácil dissociar o comportamento – tanto em relação ao que se fala quanto ao que se faz – do caráter das pessoas – ou mesmo da reputação de instituições – assim corre-se o risco de, na forma mais bisonha e/ou hipócrita possível “manchar” uma reputação – quando se a tem – ou mesmo colocar em risco o caráter que se julga ter.  

Ao dizer tudo isto, antes de concluir justificando a introdução, quero pedir licença ao ilustre tricolor, o saudoso  Nelson Rodrigues, para parafrasear sua expressão “idiotas da objetividade” e cunhar o “idiotas da mediocridade”. Exemplifico: sábado 21/03/15, o Madureira vence seu jogo e assume a liderança do campeonato carioca com o Vasco da Gama em segundo lugar, que no domingo jogaria encerrando a rodada.

Vasca da Gama em segundo lugar na tabela de classificação; pronto! Está aí a receita para a mais pura manifestação da “idiotia da mediocridade”. Começa aquela lenga lenga de vice, vice e mais vice.

Para o padrão de humor rubro-negro parece algo razoável, tão “legal” que talvez, por si só, já seja o suficiente para alavancar a venda de jornal. Quanta mediocridade nesta idiotice? Comprar jornal por causa da "zoação" do vice. Ótimo para quem vende, bom para quem compra, não é? Afinal, é só esperar por um vascaíno para mostrar o jornal e ficar tal qual um papagaio idiota repetindo o que a idiota flapress mentirosa e tendenciosamente repete.

Não existe neutralidade. Ser omisso não é ser neutro, é ser covarde. Dizer-se neutro não é omissão é igualmente covardia. 

  

  

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