sexta-feira, 13 de março de 2015

CORRUPÇÃO é CORRUPÇÃO


De acordo com dicionário  HOUASSIS on line, http://houaiss.uol.com.br/busca?palavra=CORRUP%25C3%2587%25C3%2583O o referido substantivo feminino, considerando o contexto político, destacamos os seguintes significados:
3 fig. depravação de hábitos, costumes etc.; devassidão
4 ato ou efeito de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, ger. com oferecimento de dinheiro; suborno
5 emprego, por parte de grupo de pessoas de serviço público e/ou particular, de meios ilegais para, em benefício próprio, apropriar-se de informações privilegiadas, ger. acarretando crime de lesa-pátria
6 jur disposição apresentada por funcionário público de agir em interesse próprio ou de outrem, não cumprindo com suas funções, prejudicando o andamento do trabalho etc.; prevaricação


O Código Penal brasileiro distingue corrupção passiva, artigo 317, com pena de reclusão de 2 a 12 anos e multa e corrupção ativa, artigo 333, com a mesma pena. Se formos ao referido Código procurar por corrupção institucionalizada, não encontraremos; o que permite inferir que CORRUPÇÃO é CORRUPÇÃO e ponto. Não há que se discutir quando ela começou ou quando aumentou, ou como menciona a imprensa, em geral, que Pedro Barusco, em seu depoimento à CPI da Petrobrás, teria mencionado a tal da institucionalização da corrupção; assim, delimitando a investigação a um determinado espaço de tempo.

Quando “vestimos” as cores de um partido, supostamente em defesa de uma ideologia que manifestamos no voto, estamos tratando da superficialidade enquanto a essência, a corrupção em si, fica a deriva. Quer dizer, na polarização PT x PSDB fica-se discutindo quem roubou primeiro; quem roubou mais ou menos; quem é mais ou menos corrupto; quem permitiu que se apurasse e quem impediu investigações, etc. e assim agindo, indiretamente, estamos encobrindo a essência de toda a discussão e com isso defendendo alguém que na verdade deveria ser o alvo da indignação coletiva.

No atual cenário é de lamentar-se que as próprias autoridades, em nível legislativo, executivo e mesmo judiciário, permitam-se contaminar com suas preferencias e opiniões pessoais em relação ao turbilhão que se forma e avoluma neste triste episódio envolvendo a nossa maior estatal.


Constata-se que na verdade não existe neutralidade, todos temos opiniões, que são forjadas a partir de nossa psique, em função do ambiente que vivemos e/ou frequentamos; no entanto, as mencionadas autoridades poderiam ao menos ter bom senso de agir de forma a proceder-se uma rigorosa e total apuração de responsabilidades (culpados), sem proteger partidos, cargos ou personalidades. Assim, ocorre que quem deveria agir com imparcialidade e a imperiosidade da lei, em proteção às instituições e aos cidadãos, age como nós, com a paixão e/ou simpatia partidária, levando-nos a esquecer que corrupção é corrupção. Não mais ou menos corrupto. Quem comete esse crime por dezenas de reais, também o cometerá por milhares ou milhões de reais, é uma questão de “oportunidade.” Corrupto é corrupto, simples assim.

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