De acordo com dicionário
HOUASSIS on line, http://houaiss.uol.com.br/busca?palavra=CORRUP%25C3%2587%25C3%2583O
o referido substantivo feminino, considerando o contexto político, destacamos
os seguintes significados:
3 fig. depravação de
hábitos, costumes etc.; devassidão
4 ato ou efeito
de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, ger. com
oferecimento de dinheiro; suborno
5 emprego, por
parte de grupo de pessoas de serviço público e/ou particular, de meios ilegais
para, em benefício próprio, apropriar-se de informações privilegiadas, ger. acarretando
crime de lesa-pátria
6 jur disposição
apresentada por funcionário público de agir em interesse próprio ou de outrem,
não cumprindo com suas funções, prejudicando o andamento do trabalho etc.;
prevaricação
O Código Penal brasileiro distingue corrupção passiva, artigo 317, com pena de reclusão de 2 a 12 anos
e multa e corrupção ativa, artigo
333, com a mesma pena. Se formos ao referido Código procurar por corrupção institucionalizada, não
encontraremos; o que permite inferir que CORRUPÇÃO
é CORRUPÇÃO e ponto. Não há que se discutir quando ela começou ou quando
aumentou, ou como menciona a imprensa, em geral, que Pedro Barusco, em seu
depoimento à CPI da Petrobrás, teria mencionado a tal da institucionalização da corrupção; assim, delimitando a investigação
a um determinado espaço de tempo.
Quando “vestimos” as cores de um partido, supostamente em
defesa de uma ideologia que manifestamos no voto, estamos tratando da superficialidade
enquanto a essência, a corrupção em si, fica a deriva. Quer dizer, na
polarização PT x PSDB fica-se discutindo quem roubou primeiro; quem roubou mais
ou menos; quem é mais ou menos corrupto; quem permitiu que se apurasse e quem
impediu investigações, etc. e assim agindo, indiretamente, estamos encobrindo a
essência de toda a discussão e com isso defendendo alguém que na verdade
deveria ser o alvo da indignação coletiva.
No atual cenário é de lamentar-se que as próprias
autoridades, em nível legislativo, executivo e mesmo judiciário, permitam-se
contaminar com suas preferencias e opiniões pessoais em relação ao turbilhão
que se forma e avoluma neste triste episódio envolvendo a nossa maior estatal.
Constata-se que na verdade não existe neutralidade, todos
temos opiniões, que são forjadas a partir de nossa psique, em função do
ambiente que vivemos e/ou frequentamos; no entanto, as mencionadas autoridades
poderiam ao menos ter bom senso de agir de forma a proceder-se uma rigorosa e
total apuração de responsabilidades (culpados), sem proteger partidos, cargos
ou personalidades. Assim, ocorre que quem deveria agir com imparcialidade e a imperiosidade
da lei, em proteção às instituições e aos cidadãos, age como nós, com a paixão
e/ou simpatia partidária, levando-nos a esquecer que corrupção é corrupção. Não mais ou menos corrupto. Quem comete esse
crime por dezenas de reais, também o cometerá por milhares ou milhões de reais,
é uma questão de “oportunidade.” Corrupto é corrupto, simples assim.
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