Aonde é o epicentro da
crise?
É inegável que atualmente
vivemos uma crise, que não é única, exclusiva de determinado setor da
sociedade, ela é múltipla, tem várias facetas, em que cada qual origina e/ou
desencadeia outra. Nem sequer sabemos qual das crises que vivemos é a mais
grave, porém, creio que possamos ter uma pista de qual delas desencadeou as
demais.
Se buscarmos analisar o
cenário que se nos apresenta atualmente, em todas as suas vertentes – social,
política, econômica, moral e institucional - friamente e sem tendência político-partidária,
não é tão difícil concluir que a origem de todas as crises pode ser a corrupção
ou a impunidade ou ainda as duas, e uma em consequência da outra.
Porém, o que mais tem assustado
atualmente é que a sociedade em geral, e podemos perceber isso claramente na
imprensa, em sua totalidade, tanto na formalmente constituída, bem como na
alternativa – como por exemplo nos blog’s, ou mesmo nas redes sociais, onde a
notícia se propaga de forma espantosa, com ou sem procedência confiável da
informação - não tem se mostrado tão
interessada em apontar culpados, julga-los e condena-los na proporção dos seus
erros e/ou crimes – neste caso falo dos crimes administrativos e financeiros – parece que o interesse maior é primeiro identificar a qual
segmento (político, partidário o/eu empresarial) pertence. E, dependendo de sua
“procedência” ou é execrado ou varre-se tudo para debaixo do tapete, como
“ensinou” o Ministro Rubens Ricupero.
Assim, explica-se a atual
ojeriza e preconceito que se tem contra o PT, como se todas as mazelas que
atualmente nos afligem fossem culpa deste partido. Não podemos nos esquecer que
o Brasil tem 515 anos de história, seria um contrassenso querer creditar tudo o
que há de ruim atualmente aos 12 anos de governo do PT – mesmo por aqueles que o
possam considera-lo desastroso. Claro que ele tem sua parcela de culpa – por
ação, inação ou omissão – afinal nada é cem por cento bom ou, na mesma
proporção, ruim.
Nesta queda de braço entre
simpatizantes de PT e PSDB, quem na verdade está perdendo é a nação e os menos
favorecidos, pois os políticos desses partidos agem de forma equivocada, não
agem, escondem ou camuflam os fatos de acordo com interesses pessoais e/ou
partidários. Ao povo resta pagar a conta, com o suor do seu trabalho e os
impostos que encarecem a sua sobrevivência.
Para que essa crise tenha o
fim imediato que desejamos é necessário, primeiramente, que as instituições e
os poderes constituídos recuperem sua credibilidade; que ajam de acordo com a
moral e a ética, que as leis sejam respeitadas e aplicadas, que a imprensa seja
imparcial e que os políticos, o epicentro da crise, deixem de lado o
fisiologismo e honrem seus mandatos representando a quem realmente devem
representar e não aos seus próprios interesses ou aos seus financiadores.
Excelente texto!
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